sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sal da Terra

A música de Beto Guedes, O Sal da Terra, me inspirou nesta postagem. Principalmente este trecho:
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois 
Prá melhor juntar as nossas forças 
É só repartir melhor o pão 
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
Como podemos dividir de forma justa?

Numa festa, no pátio do colégio, ou no parque frequentemente vemos crianças que desejam um pedaço do que o outro vai comer. Vamos pensar na seguinte situação:

Pedro chegou perto de Ana que estava desembrulhando um pedaço de bolo e pediu um pedaço. Pedro dividiu em duas partes que julgou serem iguais. Antes mesmo de Pedro e Ana começarem a saborear seus pedaços, Monica se aproximou deles e pediu o bolo. Pedro e Ana repartiram seus respectivos pedaços em 3 partes iguais e deram a Monica uma parte das 3 que estavam em suas mãos.

Esta história pode iniciar uma conversa com alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental sobre repartir, dividir justamente e frações.

Será que os 3 comeram pedaços iguais?
Qual seria a fração que representa cada um dos pedaços?

Uma boa tática para repartir justamente algo entre 2 pessoas é usar a lógica do "eu divido, você escolhe". Porque? Convide os alunos a pensarem sobre isso.


Depois de brincar com essas ideias, você, professor de Matemática, converse com eles sobre a divisão. C
omo sugere a música de Beto Guedes, será que ela pode auxiliar na construção de um mundo melhor?

até mais...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Matemática e o Consumo Consciente

Outro dia, visitando um desses sites de compras coletivas, fiquei sem fôlego ao ver que o tênis que eu mais queria estava numa super promoção: 75% de desconto! Cliquei no botão e ... estava feita a compra. Fácil assim.
Fiquei empolgada com minha nova aquisição. Então circulei por outras promoções do site. Mais cliques: uma depilação com cera indiana e tratamento facial no estúdio mais badalado; um jantar para dois com preço reduzido à metade; e uma aventura de escalada em pedra que nem sei porque comprei, uma vez que, não subo, nem na escada de casa, parar trocar a lâmpada da sala.
Já me disseram que esses sites de compras coletivas nos incentivam a gastar por impulso, mas é verdade que por meio deles já consegui comprar vários itens para meus finais de semana, como bilhetes de shows, de teatro, jantares e requintados cafés, com valores bem apropriados ao meu bolso.


No dia a dia, o apelo para o consumo pode resultar em pequenas prestações que se transformam em dívidas e depois empréstimos, que geram mais dívidas. Moto contínuo! As perguntas que precisam ser feitas: será que posso assumir aquela prestação? Meu orçamento aguenta mais essa despesa? Será que preciso mesmo ter este ou aquele objeto?
As ofertas são tentadoras, mas que tal transformar a matemática em nossa aliada e arranjar um lugarzinho para ela no nosso bolso? Diante de tantas informações, é preciso aprender a consumir e a poupar de forma consciente e responsável. Para isso, só há um caminho: é imprescindível compreender os números, saber manipulá-los, avaliar os resultados para termos a liberdade de decidir.


Numa sala de aula, o professor pode trabalhar essas informações e estudar as porcentagens que ajudam a responder as perguntas acima. 

Assista ao vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=yiwPUhrKXv4&feature=player_embedded
e analise os depoimentos dos entrevistados.Como a Matemática poderia ajudar na prática de um consumo consciente?
Visite também o site da AKATU (www.akatu.org.br).